
Uma pérola do ano em que nasci


Foi-nos endereçado pela Embaixada Italiana em Portugal, por ocasião da primeira edição do Dia do Desporto Italiano no Mundo, um amável convite para a inauguração da exposição temporária “Grande Torino – 75 Anos de Lenda“. O convite também foi feito pelo Sport Lisboa e Benfica com curadoria de Luis Lapão e Andrea Ragusa com a colaboração especial do Museo del Grande Torino e della Leggenda Granata.
A exposição decorrerá até 4 de Maio de 2025, no Museu Benfica-Cosme Damião.

Lamentavelmente não pude estar presente tendo agradecido, por correio eletrónico, à Embaixada Italiana.
Aproveitei a oportunidade para remeter àquela entidade uma curiosidade encontrada no espólio de meu pai. Trata-se de uma carta endereçada à “Associazione Calcio Torino” em que Filipe Gameiro Pereira se disponibiliza para arbitrar um jogo de angariação de fundos a favor das famílias enlutadas pela tragédia de Superga.

Uma saudação muito especial ao Andrea Ragusa que permitiu o nosso acompanhamento e participação neste belo projecto que foi o filme documentário “Benfica – Torino 4 – 3”
Isso só foi possível com o contacto através deste blogueOutros “posts” sobre o Grande Torino neste blogue
A caminho do 41.º Aniversário da sua morte mais um testemunho da carreira como árbitro de futebol.


Curiosidade
Dotado de um grande espírito de organização e sempre com a preocupação de não lhe escapar qualquer detalhe, anotou no postal da nomeação o resultado do jogo assim como a nota que passamos a transcrever:
“N.B. Podem ser substituídos dois jogadores durante o primeiro tempo. O guarda-redes pode também ser substituído durante todo o jogo mas só por motivo de acidente e manifesta impossibilidade de poder continuar a jogar.”
Curiosidade:
Ainda muito miúdo (talvez com 10 ou 12 anos) acompanhei meu pai a vários pontos do país, em períodos de férias escolares, onde o “ajudava”, pondo a funcionar a máquina de projectar, enquanto ele explicava cenas de jogos de futebol. Ele recorria muito a este tipo de suporte “multimédia” para a formação de árbitros. Neste e noutros aspectos ele era de facto um “open mind” virado para o futuro.
Jaime Pereira